ESTRATÉGIAS

Podem existir apenas dificuldades na escrita mas, muitas vezes, estas estão associadas às dificuldades na leitura. Dentro deste domínio situa-se a disortografia.

  • As dificuldades na escrita podem ocorrer logo no início da aprendizagem escolar. Geralmente começam por manifestar-se através da omissão de grafemas (ex. gato – *AO); pela confusão entre ditongos (ex. fui/foi); troca de grafemas (ex. fava/vaca) e pela troca/inversão de sílabas (ex. prato/parto). Em alguns casos, as trocas são tantas que a mensagem escrita torna-se totalmente indecifrável.
  • Tal como referido previamente para as perturbações da leitura, a estimulação deve ser feita de forma faseada, respeitando o ritmo da criança e as suas capacidades. Para que haja sucesso e ocorram evoluções, devem ser trabalhados, em paralelo, a escrita e a consciência das diferentes unidades fonológicas.
  • Dependendo das dificuldades que a criança apresente, pode ser importante começar por trabalhar a associação de um grafema aos seus fonemas (ex. “G” – o qual pode ter dois sons: ga/ge); trabalhar a escrita de sílabas semelhantes (ex. pa/ba) e, posteriormente, a escrita de palavras e pseudopalavras.
  • Quando se verificam dificuldades ao nível da linguagem para além dos erros fonológicos/ortográficos que possam existir, as crianças também podem apresentar dificuldades na escrita de texto. Desta forma, deve-se começar por pedir à criança que escreva frases simples sobre imagens; que interligue ideias; que escreva um pequeno texto tendo por base sequências de imagens, complexificando a tarefa à medida que a criança for adquirindo competências para tal.