CATARINA AFONSO

A Terapeuta

Graus Académicos:

  • Doutorada em Voz, Linguagem e Comunicação pela Faculdade de Letras e Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (2016)
  • Mestre em Terapia da Linguagem (Área da Patologia da Linguagem) pela Escola Superior de Saúde de Alcoitão e Universidade Católica (2008)
  • Licenciada em Terapia da Fala pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz (2005)

Experiência Profissional:

  • Terapeuta da Fala no Sons para Crescer (desde 2004)
  • Terapeuta da Fala no Centro Pediátrico de Telheiras (desde 2008)
  • Investigadora no Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL) (desde 2008)
  • Coordenadora da área da Terapia da Fala no Centro de Desenvolvimento Infantil LogicaMentes (2011 – 2014)
  • Orientadora de estágios académicos de 3º e 4º ano do curso de Terapia da Fala da Escola Superior de Saúde do Alcoitão (desde 2009)
  • Terapeuta da Fala no Centro de Desenvolvimento Infantil Logicamentes (2008 – 2014)

Informações Complementares:

  • Participação em diversos congressos nacionais e internacionais
  • Orientadora de teses de licenciatura e Co-Orientadora de teses de mestrado
  • Apresentações em diversos congressos nacionais
  • Apresentações de pósteres em diversos congressos internacionais
  • Diversas publicações em revistas no domínio da terapia da fala e da linguística
  • Membro do Conselho Científico da Revista Portuguesa de Terapia da Fala

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

O Terapeuta da Fala é um técnico que pode intervir em inúmeros domínios. Como Terapeuta da Fala, indico aqui algumas das áreas onde me tenho vindo a especializar ao longo dos anos.

Perturbações da Linguagem

As perturbações da linguagem poderão manifestar-se por alterações no domínio da linguagem compreensiva ou da linguagem expressiva. Dentro da linguagem compreensiva estas podem evidenciar-se de diferentes formas, consoante a idade da criança (ex. não dar objetos a pedidos; não cumprir ordens verbais; não compreender mensagens verbais com mais do que uma informação, entre outras).

No que se refere à linguagem expressiva, dificuldades neste domínio podem evidenciar-se de diferentes formas, consoante a idade da criança bem como o sistema linguístico envolvido: sistema lexical (ex. dificuldades em dar o nome certo às imagens ou dizer a palavra correta no contexto certo); morfológico (ex. dificuldades na conjugação dos verbos ou em produzir os plurais das palavras); sintático (ex. formação incorreta das frases ou incapacidade para estruturar as ideias); pragmática (ex. dificuldades em manter uma conversação ou em responder aquilo que lhe é questionado).

As alterações da linguagem podem manifestar-se numa fase precoce do desenvolvimento, sendo aconselhada a realização de uma avaliação em terapia da fala sempre que a criança aos dois anos de idade não produza palavras ou apresente um discurso ininteligível até por volta dos três anos.

Perturbações da Consciência Fonológica

A consciência fonológica é uma competência essencial para que ocorra uma correta aprendizagem da leitura e da escrita. Remete para a capacidade que as crianças têm de identificarem que as frases são formadas por palavras, que estas são formadas por sílabas e que estas últimas são compostas por diferentes sons. Esta competência poderá/deverá ser estimulada desde os três/quatro anos, altura em que as crianças começam a ser capazes de dividir, de forma intuitiva, as palavras em sílabas.

Crianças que no pré-escolar não consigam brincar com as palavras ou que apresentem trocas fonológicas evidentes no seu discurso espontâneo deverão ser sujeitas a uma avaliação específica em terapia da fala para que se consiga intervir de forma atempada.

As perturbações da consciência fonológica podem manifestar-se por dificuldades em dividir as palavras em sílabas (ex. farol – *fa.ro.le); dificuldades em associar imagens com sílaba inicial, efetuando erros quando as palavras apresentam estruturas silábicas semelhantes (ex. prato / pato); incapacidade para distinguir uma sílaba de um som; dificuldades em dizerem palavras começadas por uma dada sílaba (ex. bo – bola/bota) ou por um dado som (ex. /f/ – faca/foca), entre outras.

Perturbações da Leitura e Escrita

As dificuldades na aquisição da leitura e da escrita podem evidenciar-se logo no início do 1º ano do 1º ciclo do ensino básico, sendo essencial o seu despiste e intervenção numa fase precoce das aprendizagens académicas.

As dificuldades na leitura podem manifestar-se por trocas entre grafemas ou sílabas, bem como por uma leitura pouco fluente ou por dificuldades na compreensão do material lido.

As dificuldades na escrita manifestam-se pela dificuldade em fazer a correspondência grafema/fonema e em compreender que um grafema pode representar mais do que um fonema (ex. como é o caso do grafema “C”) ou que o mesmo fonema pode ter diferentes representações gráficas (ex. como é o caso do som /s/). Quando existe um comprometimento da consciência fonológica, estas dificuldades manifestam-se por trocas entre grafemas e/ou entre sílabas. Quando o comprometimento se situa no domínio da linguagem, as dificuldades podem revelar-se na incapacidade que a criança apresenta em estruturar um texto ou em responder de forma adequada a diferentes tipos de perguntas de interpretação.

ESTRATÉGIAS

O trabalho com as patologias do desenvolvimento infantil é um trabalho minuncioso, mas também muito enriquecedor. Para que haja sucesso em qualquer tipo de intervenção, é imprescindível o trabalho com a escola e a família.

Refiro aqui estratégias gerais que podem ser adotadas em algumas patologias do desenvolvimento infantil, nomeadamente nos casos de PEA, Perturbações da Linguagem ou Perturbações da Leitura e Escrita.

Perturbação do Espetro do Autismo (PEA)

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Atraso no Desenvolvimento da Linguagem

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Perturbação Específica da Linguagem

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Perturbação da Leitura

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Perturbação da Escrita

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