ESTRATÉGIAS

As perturbações da leitura podem manifestar-se de diferentes formas e com diferentes graus de severidade. Dentro deste domínio situa-se a dislexia.

  • Quando estamos perante uma criança que não consegue descodificar o código escrito, importa começar por estimular as competências mais básicas, como sejam a identificação de sílabas ou a identificação de letras pelo seu nome e som.
  • Sempre que ocorram trocas sistemáticas entre grafemas (ex. f/v) ou entre sílabas (ex. pa/ba; pra/par), estas devem ser trabalhadas de forma específica e individualizada antes de se avançar para o domínio da palavra. No domínio de uma unidade maior, importa recorrer à identificação de palavras (ex. paro) e de pseudopalavras (ex. pale) de forma a estimular a via lexical e fonológica em simultâneo.
  • Assim que a criança conseguir realizar tarefas de identificação importa começar a trabalhar ao nível da leitura, recorrendo primeiro à unidade da sílaba e só posteriormente à palavra/frase.
  • Numa fase final importa estimular a capacidade da criança ler pequenos textos e de os recontar; de responder oralmente e identificar no texto, através do uso de marcadores, diferentes informações de forma a garantir que a criança já não está a ler de forma mecanizada mas a ser capaz de compreender o material lido.
  • Importa realçar que as crianças devem ler diariamente, mesmo que apenas cinco minutos, de preferência um livro da sua escolha e sempre que possível em voz alta de forma a garantir uma correta descodificação do material lido.